Eu vou contar como foi a minha primeira vitima, sabem como dizem, que a primeira vez nunca esquecemos, e é verdade, até hoje eu sinto o cheiro do garoto que perdeu a vida em minhas mãos.
Eu estava com 16 anos, na idade rebelde da vida, sai de casa de madrugada em uma sexta feira, entre 1 ou 2 da manhã as escondidas, como eu sempre ficava na frente do computador até amanhecer meus pais nem sentiriam minha falta, o grande desafio era abrir o portão e passar pela portaria do condominio sem chamar a atenção e até que foi facil, o portão eu abri extremamente devagar, e passar pela portaria foi apenas uma questão de esperar a saida de carros abrir e passar abaixado por ela, ninguem percebeu.
Eu estava com 5 ou 6 reais na carteira e resolvi ir até algum bar jogar sinuca, perto de onde eu moro tem vários espalhados mas muitos poucos ficam abertos a esse horario, mas por sorte eu encontrei um com 3 homens jogando e bebendo, todos de aparencia pobre.
Na ocasião minha barba estava grande e eu aparentava ter uns 20 anos, isso evitou suspeitas durante o jogo.
Depois de ganhar algumas rodadas das quais o dono também jogava eu descobri que o jogo valia bebida e como meu parceiro jogava muito bem, acabamos ganhando tudo em pinga, eu não tive escolha, acabei dividindo uma garrafa com meu parceiro.
Depois disso o bar fechou com o dono muito bravo pela perda e todos foram para suas casas, mas eu queria mais, o calor do alcool estava me deixando com uma vontade de fazer algo alem do cotidiano, então eu fiquei andando por um tempo dentre as casas do região.
Até eu chegar a avenida, foi lá que eu vi ele, um rapaz jovem, provavelmente da mesma idade que eu com um grupinho de mesma faixa, todos com aparencia cansada quando eu me dei conta que ele se despediu e foi em direção oposta aos demais.
Eu até hoje não sei o porque, mas eu segui o rapaz que estava destraido, seguindo sempre a uma distancia moderada dele, até que ele me viu, olhou para mim com uma expressão zombadora e começou a falar em voz alta algumas palavras que eu não entendi muito bem, e então pegou algumas pequenas pedras que estavam em uma pilha de escombros de uma casa em construção e as jogou em mim...
O ódio que eu senti no momento era indescritivel,por mais que ele só tenha acertado uma em meu ombro, era como se todas as pessoas que ja zombaram de mim estivessem jogando pedras ao mesmo tempo, como aquele rapaz, foi a hora do ataque, com um impulso só eu me joguei contra ele e o derrubei no chão, ele começou a gritar e eu tive que tapar a boca dele com uma das mãos, enquanto com a outra eu o segurei pelo pescoço e arrastei para dentro da construção.
Ele se debatia muito, mas minha raiva me dava força o suficiente para segura-lo firme com o braço em volta de seu pescoço, como aplicando um "mata leão".
Ele mordeu a palma da minha mão, foi a gota d'agua, por um instante eu peguei um tijolo vermelho de uma pilha perto de nós com a mão que eu soltei da boca dele e antes que dele pegar folego para gritar denovo acertei ele com um golpe forte na cabeça, seguido de mais 2 ou 3 no mesmo lugar.
Depois disso eu soltei o corpo desacordado dele, e com o impulso da raiva que a mordida me causou eu continuei a golpear a cabeça dele com o mesmo bloco durante algum tempo...quando me dei conta ele ja estava morto.
Eu não senti e não sinto até hoje remorso do que eu fiz, talvez por isso que a solução tenha sido tão simples, uma pá enferrujada estava jogada em um canto mais iluminado pelo poste da rua como se estivesse esperando por mim, em mal estado, provavelmente descartada por um dos pedreiros, mas boa o suficiente para cavar um buraco fundo, que levei um bom tempo cavando em uma das parte que ainda não foram acimentadas no solo da construção, uma parte que sem duvidas iam cubrir de cimento algum tempo depois.
Joguei o corpo e o tijolo no buraco que tinha uma boa profundidade, fundo o bastante para chegar aos meus joelhos, e largo o bastante para encaixar com um pouco de dificuldade o rapaz.
Depois de cobrir o buraco, empilhei todos os blocos que estavam em um canto das paredes rescem erguidas na cova, para que a terra não ficasse fofa e não desse suspeitas no dia seguinte.
Depois com a pouca luz que tinha olhei ao redor para ver se não havia sangue e voltei caminhando calmamente para minha casa.
Ao chegar usando o mesmo metodo para sair, me limpei do suor e da terra, e também pude perceber que por sorte eu havia saido com uma camiseta preta, que desfaçou as manchas de sangue e fiquei deitado na cama até amanhecer pensando se iam achar o corpo.
Hoje quando eu passo pela casa que agora esta terminada sorrio pensando que os ossos do rapaz sumido esta enterrado e acimentado lá, e que foi muita sorte minha não terem
feito um porão na casa!
quarta-feira, 2 de maio de 2007
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