quarta-feira, 13 de junho de 2007

Uma cena

Esse é só um texto que eu escrevi a um bom tempo atraz descrevendo uma cena que eu imaginei, nada complexo.

(...) e então, o cavaleiro negro, com seus 1 e 80 de altura, sua pesada carapaça de aço escuro como a noite e sua espada cintilante de 1 metro de lamina, encontra uma bela garotinha, loira, pequena, com 4 ou 5 anos de idade, pequenos e belos olhos verdes, labios avermelhados, trajada em um suave vestido florido.
O cavaleiro, ao olhar tamanha graciosidade da pequena criança,encrava sua espada no solo, tira sua lança que estava encaixada em suas largas costas e atravessa ela na garotinha, varando com uma só estocada,de baixo para cima, começando dentre as pequenas e magras pernas e saindo ao topo do crânio, impalando o corpo da pequena com uma perfeição inigualavel.
Um curto e agudo grito é expelido, sendo abafado por um som de borbulhas do sangue que invadia sua garganta, e que logo depois começara a fluir pela fenda que foi aberta em sua cabeça, manchando o loiro dos cabelos com o vermelho do sangue.
O cavaleiro com satisfação levanta a lança segurada por apenas uma das mãos, deixando o corpo da vitima estendido, e ergue sua grossa lança com louvor, como se fosse um totem, um estandarte, um símbulo do que ele acabara de realizar.
Mais adiante da planice de aspécto sombrio e sem vida, de sol alaranjado e pastos marrons, ele ve o vilarejo de onde provavelmente a criança veio, habitada por varias pessoas, e então empunha sua espada com a mão que esta livre e vai com passos largos em direção ao vilarejo, com o fresco cadaver atravessado na lança, pelo qual escorria
o sangue da pequena e em sua outra mão arrastava a enorme espada pelo chão, segurando -a pelo cabo.
Ao chegar no portal do vilarejo observa imovel os olhares de todos os habitantes ao ver a bizarra cena do cavaleiro e seu estandarte de carne, com sangue escorrendo abundantemente pelo cabo até o braço e depois ao chão.
Dentre a onda dos que fugiam com pavor, uma mulher velha e gorda ninha em sua direção, com o rosto vermelho, olhos verdes cheios de lagrimas e cabelos crespos e loiros.
Ao chegar, ela se ajoelha em frente ao cadaver empalado, ergue os braços para o alto e inicia um choro de agonia, um choro que só de ser imaginado amargura os mais alegres corações, o choro de uma dor insuportavel.
O cavaleiro por um estante se emociona, antes de com um único golpe cortar o corpo da mulher de baixo para cima, fazendo com que ela se abrisse ao meio em silêncio, apenas com o som do vento que presencia o fim do sofrimento e da dor da mulher.
O sangue das duas vitimas que espirraram na armadura deixa esta com uma incrivel mistura de vermelho e preto, dando maior grandiosadade a imagem do cavaleiro.
Após o ato de atrocidade, o cavaleiro entra no vilarejo, passando por cima do corpo ao chão, como se este não passasse de vegetação rasteira(...)

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